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“Pernoite do amor”: Mulheres de presos denunciam cobrança para acesso mais rápido

Segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania, a Lei de Execução Penal determina que os internos do sistema penitenciário tenham…

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Segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania, a Lei de Execução Penal determina que os internos do sistema penitenciário tenham direito à convivência familiar. No Ceará, o “pernoite do amor” foi instituída há 16 anos e o benefício é concedido três vezes ao ano: No dia do Presidiário, no Natal e no Dia das Mães.

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Em 2018, a Justiça autorizou a noite de sexo nas celas em 13 grandes unidades prisionais na Região Metropolitana de Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sobral. No entanto, mulheres denunciam que chegam a pagar R$ 150 por uma senha para ter acesso mais rápido, informou o programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

Cerca de 14 mil detentos, somando as 13 grandes unidades prisionais, tiveram direito ao benefício. No Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira e nos outros dois complexos penitenciários também localizados na Região Metropolitana, a cena era a mesma: várias mulheres nas filas aguardavam para entrar nas unidades.

A entrada das mulheres nas unidades foi permitida a partir das 8 horas da manhã do sábado (22), com fim às 15 horas da tarde deste domingo (23). Ao término, no Complexo Penitenciário Estadual Itaitinga, algumas delas conversaram com a equipe do programa Barra Pesada, mas preferiram não se identificar. Uma, inclusive, denuncia a venda de senhas para ter acesso mais rápido à CPPL 4.

“Se eu não pagar, não entro cedo. Tem gente que chega na quinta-feira, e dorme aqui fora pra entrar mais cedo no sábado pela manhã. Entrei umas 8h30. Mas pra entrar esse horário tem que pagar. É pro pessoal que organiza as filas. Faz três anos que meu marido está aqui e desde a primeira vez que vim visitar ele que compro senha. E visita normal, é R$ 70 o pernoite, pra entrar na terceira batida, é R$ 150. O pagamento é feito na fila. É uma mulher conhecida por todos”, revelou.

De acordo com a Sejus, cada interno que teve esposa ou namorada cadastrada pode dormir com a companheira dentro da cela. O único requisito é que o preso não estivesse cumprindo sanção disciplinar. A medida também vale para o presídio feminino, onde as mulheres puderam passar a noite com companheiros.

Tribuna do Ceará

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WagnerPassos

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